terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A crônica de uma alta anunciada


A crônica de uma alta anunciada

A equipe econômica do presidente Lula está convencida de que há um movimento no mercado visando forçar um aumento de juros na segunda reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em 2010. Reunião programada para março do próximo ano. Poderia ser a última com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no cargo, caso ele decida mesmo sair candidato para disputar algum posto na eleição. Na avaliação da equipe de Lula, seria uma forma de tentar antecipar uma alta dos juros que todos consideram inevitável, mas que teria de vir apenas no segundo semestre de 2010. Qual a lógica dessa pressão do mercado? Facilitar a vida e reduzir pressões sobre aquele que viria a substituir Meirelles no comando do BC. O nome mais cotado hoje é o de Alexandre Tombini, um funcionário de carreira respeitado e que conta com a simpatia do Palácio do Planalto. Mas que não teria a mesma autonomia do atual presidente do banco. Ou seja, Meirelles teria muito mais poder e liberdade para iniciar esse movimento de alta dos juros antes de sua saída do cargo, pavimentando o caminho para os necessários ajustes na política monetária diante da forte retomada do crescimento da economia no início do próximo ano. A vida de seu substituto ficaria muito mais fácil. Bastaria a ele dar continuidade a um processo leve e gradual de alta dos juros, visando manter na meta não a inflação de 2010, mas a de 2011, no primeiro ano do sucessor do presidente Lula. Leia mais (08/12/2009 - 20h51)

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